Castas
100% Aragonez
Nota de Prova
Apresenta aromas de frutos de bago vermelho maduros e notas de especiarias, com boa estrutura e taninos sólidos.
Dicas de Prova
Harmonização: Carnes de caça, carne vermelha, queijos intensos
Sugestão de Consumo: 16º a 18º
Nota adicional:
Volume: 75 cl
Grau Alcoólico: 13,5%
Contém Sulfites
8000 garrafas produzidas
Cortes de Cima
Em 1988, um casal americano-dinamarquês partiu num veleiro para encontrar um lugar onde constituir uma família e plantar uma vinha. Chegaram ao Alentejo, e numa terra de castas brancas plantaram variedades tintas. E assim começa a história dos vinhos Cortes de Cima.
“Gazelle la Goelette” era o nome do veleiro que trouxera Hans e Carrie Jorgensen numa longa viagem desde o outro lado do mundo, pela Baía da Biscaia e em redor da Finisterra.
Em 1988 Hans e Carrie atracaram em Portugal e, no coração do Alentejo, descobriram “Cortes de Cima”. Era apenas terra improdutiva e algumas construções abandonadas, mas lembravam Carrie da sua terra natal: a Califórnia. Hans, que nascera na Dinamarca, ficou simplesmente encantado pelo sol mediterrânico.
Era o lugar perfeito para assentar, formar uma família e plantar uma vinha. Vidigueira era a terra das castas brancas mas eles acharam que era o clima ideal para a Syrah, uma variedade do Ródano. Mas a Syrah não era aprovada pelas regras da Denominação de Origem. Hans e Carrie não quiseram saber - eles tinham um sonho.
Começaram a trabalhar o campo, e Hans, um engenheiro, construiu uma barragem. Enquanto a vinha crescia, plantaram girassóis, tomates e melões para pagar as contas. As crianças nasceram – Thomas em 1991 e Anna em 1993.
Por fim, as primeiras uvas chegaram. Em 1998, nascia um Syrah ímpar no Alentejo: escuro, com um equilíbrio fantástico e um final sumptuoso.
Mas este vinho guardava um segredo. As regras de denominação de origem não permitiam rotular o seu vinho de Syrah. E, assim, eles chamaram-lhe «Incógnito» e apresentaram-no ao mundo. “Incógnito” e Cortes de Cima tornaram-se um sucesso. Um Syrah do Alentejo não voltaria a ser considerado “ilegal”!
A história continua com Anna que assume o projeto, a sua visão de futuro compreende valores como a sustentabilidade, inovação, qualidade e respeito pela natureza envolvente, em que a vinha deverá ser a protagonista dos vinhos. Toda a propriedade está em conversão para o modo de produção biológico.

Enologia
Condições quase perfeitas terminaram mais cedo devido às chuvas no final de Setembro. O verão foi ameno, permitindo uma maturação lenta e elevados níveis de acidez natural nas uvas.
Este vinho foi produzido exclusivamente a partir da casta Aragonez. As uvas foram rigorosamente seleccionadas pelo que estavam num óptimo estado de maturação. Foram fermentadas sem engaço, a temperaturas controladas, e regulares delestage, com um alargado período de maceração das películas para melhorar o aroma a frutos e conseguir um bom equilíbrio e estrutura de taninos. Envelhecido durante 12 meses em barricas de Carvalho Francês (90%) e Carvalho Americano (10%) até altura do engarrafamento após ligeira filtração em Abril de 2016.
Viticultura Sustentável: Proteção Integrada
ID do vinho
Região: Vinho Regional Alentejano, sub-região Vidigueira
Enólogo: Luís Duarte e Filipe Teixeira Pinto
Castas: 100% Aragonez
Terroir: argila castanha mediterrânica sobre calcário, micaxisto, granito rico em quartzo e cascalho bem graduado
Clima: Mediterrânico com alguma continentalidade. Invernos frios com a pluviosidade concentrada entre outubro e fevereiro (pluviosidade média anual ronda os 700mm) e verões muito quentes e secos
Estágio em barrica: 12 Meses em barricas de carvalho Francês (90%) e Americano (10%)
Volume: 75 cl
Grau Alcólico: 13,5%